A situação económica do país continua a agravar-se. Sim, não só não saímos da crise como ainda se agravará dramaticamente durante este ano. As consequências desta crise, se o governo tiver ainda um pingo de seriedade, sentir-se-ão de forma muito dura com as medidas que terão de ser tomadas para atingirmos (ou sequer nos aproximarmos) dos compromissos de redução do déficit.
José Sócrates já não merece a confiança dos portugueses. Poucos estarão disponíveis para fazer sacrifícios (ainda mais) propostos por alguém que perdeu qualquer crédito de confiança. Esta será a razão da sua antecipada saída da condução do governo.
O próximo primeiro-ministro será o próximo presidente do PSD. Para este ter sucesso na condução da dura etapa que se segue no governo de Portugal terá de reunir duas condições: Devolver esperança aos portugueses mobilizando-os em torno de um projecto de desenvolvimento em que acreditem e para o qual fiquem disponíveis para dar o seu contributo e, a par, demonstrar ter uma sólida formação económica que lhe permita construír e apresentar um plano de recuperação económica sustentado.
No actual quadro das candidaturas à liderança do PSD, parece-me evidente que Pedro Passos Coelho é o candidato que mais se aproxima destas condições.
terça-feira, 2 de março de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O Congresso extraordinário do PSD
O que foi uma boa ideia transformou-se num mero instrumento para tentar condicionar a decisão sobre a próxima liderança do PSD.
Com efeito, dado que os candidatos á presidência do PSD se encontram já em campanha, o Congresso terá todas as atenções centradas em torno dos candidatos e as intervenções dos delegados tenderão a ser condicionadas pelos respectivos posicionamento s em relação às candidaturas no terreno.
A própria eleição dos delegados ao Congresso extraordinário será utilizada, para a contagem de espingardas.
Lamento, mas este Congresso tem como objectivo tentar condicionar a próxima liderança do PSD. Tudo o resto é mera ilusão. Resta saber se intencional ou conjuntural.
Vale a pena recordar uma frase de Rui Machete (presidente da mesa do Congresso): "Não me parece que haja ambiente adequado para um congresso extraordinário neste momento. Em abstracto, seria positivo, mas em concreto não faz sentido"
Com efeito, dado que os candidatos á presidência do PSD se encontram já em campanha, o Congresso terá todas as atenções centradas em torno dos candidatos e as intervenções dos delegados tenderão a ser condicionadas pelos respectivos posicionamento s em relação às candidaturas no terreno.
A própria eleição dos delegados ao Congresso extraordinário será utilizada, para a contagem de espingardas.
Lamento, mas este Congresso tem como objectivo tentar condicionar a próxima liderança do PSD. Tudo o resto é mera ilusão. Resta saber se intencional ou conjuntural.
Vale a pena recordar uma frase de Rui Machete (presidente da mesa do Congresso): "Não me parece que haja ambiente adequado para um congresso extraordinário neste momento. Em abstracto, seria positivo, mas em concreto não faz sentido"
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O futuro do PSD
As candidaturas de Pedro Passos Coelho, Aguiar Branco e Paulo Rangel têm a virtude de permitirem fazer escolhas em função de diferenças ideológicas e de propostas de modelo de desenvolvimento do país distintas. Essa é já uma diferença qualitativa face aos critérios de escolha de anteriores líderes do PSD.
Mas as escolhas também se fazem em função de pessoas e a este respeito, as palavras têm de ser coerentes com as práticas dos apoios das diversas candidaturas. "Mudar", "Unir" e "Romper" têm de ser mais que palavras e teremos de as confrontar com práticas recentes dos candidatos, dos seus inspiradores e dos seus apoiantes.
Mas as escolhas também se fazem em função de pessoas e a este respeito, as palavras têm de ser coerentes com as práticas dos apoios das diversas candidaturas. "Mudar", "Unir" e "Romper" têm de ser mais que palavras e teremos de as confrontar com práticas recentes dos candidatos, dos seus inspiradores e dos seus apoiantes.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Prova

Tapada do Chaves Reserva 2001 (tinto)
Situada nas terras graníticas das encostas suaves de Portalegre, a Tapada do Chaves está desde sempre associada à produção de um vinho Alentejano de elevado padrão de qualidade. Com rigorosa selecção das castas nobres da região - Trincadeira, Aragonez e Castelão - cuidada vinificação e posterior estágio em madeira de carvalho nacional, obteve-se esta reserva de grande complexidade e estrutura. Nota de Prova: Cor granada. Aroma complexo a frutos silvestres, vermelhos e pretos, com presença de madeira de carvalho onde estagiou. Persistente de aromas e especiarias com notas de madeira.
Situada nas terras graníticas das encostas suaves de Portalegre, a Tapada do Chaves está desde sempre associada à produção de um vinho Alentejano de elevado padrão de qualidade. Com rigorosa selecção das castas nobres da região - Trincadeira, Aragonez e Castelão - cuidada vinificação e posterior estágio em madeira de carvalho nacional, obteve-se esta reserva de grande complexidade e estrutura. Nota de Prova: Cor granada. Aroma complexo a frutos silvestres, vermelhos e pretos, com presença de madeira de carvalho onde estagiou. Persistente de aromas e especiarias com notas de madeira.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Vancouver 2010

Começaram os jogos olímpicos de inverno. Em Vancouver, Canadá. Portugueses apenas um - Danny Silva que reside actualmente na Finlândia e que disputará a prova de esqui de fundo.
O site oficial destes jogos olímpicos: Vancouver 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A Manif
Decorreu ontem a manifestação "Todos pela Liberdade" em frente á Assembleia da República.
Promovida em blogs e em redes sociais, contando também com uma petição, a concentração ficou-se por pouco mais de uma centena de manifestantes.
Em tom de brincadeira ainda perguntei, quando lá cheguei, se a falta de adesão era fruto da falta de liberdade das pessoas se manifestarem. Mas na realidade, tal como também fui dizendo nos dias que antecederam a manifestação, a contestação gerada em vários veículos na internet é muito feita "no sofá" e passar do conforto do sofá e da reserva de exposição para a rua é um passo significativo que, como previ, não seria dado.
Na realidade as pessoas não sentem que a liberdade esteja, para já, em causa. Por isso não se mobilizaram efectivamente.
Infelizmente, quem se ficou a rir deve ter sido Sócrates que, de acordo com as notícias que diariamente são publicadas, se tem empenhado em condicionar a liberdade de expressão e de informação. Bem sei q já há mais de 10.000 subscrições da petição, mas na rua foram pouco mais de 100.
O que me preocupa é que, a Liberdade estiver em causa já pode ser tarde para nos manifestarmos...
Promovida em blogs e em redes sociais, contando também com uma petição, a concentração ficou-se por pouco mais de uma centena de manifestantes.
Em tom de brincadeira ainda perguntei, quando lá cheguei, se a falta de adesão era fruto da falta de liberdade das pessoas se manifestarem. Mas na realidade, tal como também fui dizendo nos dias que antecederam a manifestação, a contestação gerada em vários veículos na internet é muito feita "no sofá" e passar do conforto do sofá e da reserva de exposição para a rua é um passo significativo que, como previ, não seria dado.
Na realidade as pessoas não sentem que a liberdade esteja, para já, em causa. Por isso não se mobilizaram efectivamente.
Infelizmente, quem se ficou a rir deve ter sido Sócrates que, de acordo com as notícias que diariamente são publicadas, se tem empenhado em condicionar a liberdade de expressão e de informação. Bem sei q já há mais de 10.000 subscrições da petição, mas na rua foram pouco mais de 100.
O que me preocupa é que, a Liberdade estiver em causa já pode ser tarde para nos manifestarmos...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Deslizamentos nas auto-estradas
No passado dia 22 de Janeiro ocorreu um deslizamento de terras num troço da CREL - A9 que provocou a suspensão da circulação rodoviária por período ainda não definido. Neste caso parece que as razões deste acidente se prendem com um aterro ilegal. Sobre as responsabilidades ainda não se apuraram. Mas as consequências, essas são sentidas todos os dias pelos milhares de cisadãos da área metropolitana de Lisboa que ficaram impedidos de utilizar aquela via fundamental na rede rodoviária metropolitana.
Hoje, outro deslizamento provoca o abatimento de um troço da A8. Também aqui não se apuraram ainda responsabilidades, embora a circulação não tenha sido cortada, o serviço prestado está prejudicado. Também neste caso não existe ainda um prazo para a reposição da normalidade.
Coloco cinco questões que me parecem adequadas:
- Houve (pelo menos no caso da A8) deficiência no projecto ou na execução da obra?
- A fiscalização terá sido adequada por parte das entidades competentes (Instituto das infra-estruturas rodoviárias e Câmara Municipal de Amadora)?
- As concessionárias das auto-estradas não devem ser responsabilizadas?
- Os utentes das respectivas vias não deverão ser compensados?
- Será admissível que ainda não haja uma data definida para a reposição do serviço?
Hoje, outro deslizamento provoca o abatimento de um troço da A8. Também aqui não se apuraram ainda responsabilidades, embora a circulação não tenha sido cortada, o serviço prestado está prejudicado. Também neste caso não existe ainda um prazo para a reposição da normalidade.
Coloco cinco questões que me parecem adequadas:
- Houve (pelo menos no caso da A8) deficiência no projecto ou na execução da obra?
- A fiscalização terá sido adequada por parte das entidades competentes (Instituto das infra-estruturas rodoviárias e Câmara Municipal de Amadora)?
- As concessionárias das auto-estradas não devem ser responsabilizadas?
- Os utentes das respectivas vias não deverão ser compensados?
- Será admissível que ainda não haja uma data definida para a reposição do serviço?
Lisboa: PSD critica ausências de António Costa na Assembleia Municipal
António Costa, Um presidente ausente dos interesses de Lisboa
PSD regista que o Presidente da Câmara já faltou a mais Reuniões da Assembleia Municipal do que aquelas a que compareceu.
Lisboa, 9 Fevereiro 2010.
Os deputados municipais do Partido Social Democrata denunciam as constantes faltas de comparência do Presidente do Executivo Municipal , Dr. António Costa, às sessões da Assembleia Municipal de Lisboa.
Estas ausências representam uma postura de desrespeito para com um órgão autárquico resultante do voto democrático dos eleitores de Lisboa. O PSD considera inaceitável que o presidente da edilidade menospreze a representatividade que a Assembleia Municipal tem enquanto órgão fiscalizador da actividade do executivo.
A ausência, de última hora, do Presidente da Câmara nesta sessão em particular acresce de gravidade atendendo que se encontrava agendado, legalmente prevista, uma apreciação da informação escrita por parte do Presidente da C.M.L. , acerca da actividade municipal.
Um Presidente da Câmara ausente no centro do debate dos interesses de Lisboa é um Presidente que não se assume na função que exerce.
PSD regista que o Presidente da Câmara já faltou a mais Reuniões da Assembleia Municipal do que aquelas a que compareceu.
Lisboa, 9 Fevereiro 2010.
Os deputados municipais do Partido Social Democrata denunciam as constantes faltas de comparência do Presidente do Executivo Municipal , Dr. António Costa, às sessões da Assembleia Municipal de Lisboa.
Estas ausências representam uma postura de desrespeito para com um órgão autárquico resultante do voto democrático dos eleitores de Lisboa. O PSD considera inaceitável que o presidente da edilidade menospreze a representatividade que a Assembleia Municipal tem enquanto órgão fiscalizador da actividade do executivo.
A ausência, de última hora, do Presidente da Câmara nesta sessão em particular acresce de gravidade atendendo que se encontrava agendado, legalmente prevista, uma apreciação da informação escrita por parte do Presidente da C.M.L. , acerca da actividade municipal.
Um Presidente da Câmara ausente no centro do debate dos interesses de Lisboa é um Presidente que não se assume na função que exerce.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
LIBERDADE
Um conjunto de bloggers decidiu lançar um apelo para a realização de uma manifestação em defesa da liberdade. Boa ideia. Oportuna.
Parece mentira... Num país europeu, supostamente democrático, membro da União Europeia, é sentida a necessidade de ir para a rua defender a liberdade. Este é o estado a que chegou o país: "venezuelizou-se"...
Na próxima quinta-feira, às 13h30 em frente à Assembleia da República. TODOS PELA LIBERDADE!
Parece mentira... Num país europeu, supostamente democrático, membro da União Europeia, é sentida a necessidade de ir para a rua defender a liberdade. Este é o estado a que chegou o país: "venezuelizou-se"...
Na próxima quinta-feira, às 13h30 em frente à Assembleia da República. TODOS PELA LIBERDADE!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Silenciamento dos críticos? Censura?
domingo, 31 de janeiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Política, twitter e leitão...
O que é isto? Em que vai resultar? Agora está escrito: também vou...Em tom de brincadeira, um grupo habituado a discutir política e o país no Twitter começou a falar de leitão. A coisa deu origem a um almoço e está a animar a rede social e até a blogoesfera.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
EPUL retirada

A proposta de alteração dos estatutos da EPUL foi hoje retirada pela câmara sem ser votada na assembleia municipal de Lisboa.
Este processo dura há quase dois anos e foi alvo de várias discussões e até votações quer na câmara, quer na assembleia municipal. Durante o longo período de discussão o PS teve a oportunidade de entender que a sua proposta não colhia o mínimo de concordância de qualquer outro partido. Mas insistiu teimosamente.
Hoje, após todo este tempo, depois de mais um processo de discussão, à beira do voto contra de todos os partidos da assembleia municipal com excepção do PS o vereador Manuel Salgado anuncia que retira a proposta. Ao observar o chumbo eminente anuncia que está disposto a procurar incluír alterações propostas pelos vários partidos.
O Partido Socialista tem de perceber que na assembleia municipal de Lisboa não tem maioria absoluta. Não passa tudo. A assembleia municipal não aprova o que não serve Lisboa mas apenas serve ao PS. O PS tem de aprender a ouvir e aceitar contributos. Tem de ser mais humilde em Lisboa. Terá aprendido a lição? Veremos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Conselho Nacional deve pronunciar-se sobre posição do PSD no Orçamento de Estado
Os estatutos do PSD definem como uma das competências da Comissão Política Nacional "Estabelecer os objectivos, os critérios e as formas de actuação do Partido, tendo em conta a estratégia política aprovada em Congresso e em Conselho Nacional, e definir a posição do Partido perante os problemas políticos nacionais;". Por outro lado, ainda de acordo com os mesmos estatutos, compete ao Conselho Nacional "Analisar a situação político-partidária e aprovar o desenvolvimento da estratégia política do Partido definida em Congresso Nacional;"
Dito isto, numa situação partidária "normal" seria "normal" que a Comissão Política Nacional determinasse a posição do PSD relativa ao Orçamento de Estado.
Sucede que o PSD não está numa situação "normal". Não porque a Comissão Política Nacional tenha perdido legitimidade, mas porque perdeu autoridade política no momento em que anunciou a intenção de antecipar eleições internas e, por esse motivo, porque está, embora não formalmente, demissionária.
Nestas condições, considerando que a posição que o partido em relação ao Orçamento de Estado comprometerá o desempenho do PSD no seu papel de oposição; considerando que é fundamental que o PSD tenha uma posição estável e confiável em relação a um instrumento central para o governo do país, é vantajoso que o Conselho Nacional se pronuncie em tempo útil sobre eventuais conversações com o Governo sobre o Orçamento de Estado, bem como sobre o sentido da votação do partido sobre esta questão.
Por outro lado, a presidente do partido comprometeu-se, na sua intervenção no último Conselho Nacional do PSD realizado em Outubro último, a requerer a convocação da reunião do Conselho Nacional, precisamente para discutir a posição sobre o Orçamento de Estado.
Assim, parece-me prudente e imprescindível a realização de um Conselho Nacional do PSD para definir a posição do partido em relação ao Orçamento de Estado. Por uma questão de bom senso, prudência e porque corresponde ao cumprimento do compromisso assumido pela presidente do PSD.
Dito isto, numa situação partidária "normal" seria "normal" que a Comissão Política Nacional determinasse a posição do PSD relativa ao Orçamento de Estado.
Sucede que o PSD não está numa situação "normal". Não porque a Comissão Política Nacional tenha perdido legitimidade, mas porque perdeu autoridade política no momento em que anunciou a intenção de antecipar eleições internas e, por esse motivo, porque está, embora não formalmente, demissionária.
Nestas condições, considerando que a posição que o partido em relação ao Orçamento de Estado comprometerá o desempenho do PSD no seu papel de oposição; considerando que é fundamental que o PSD tenha uma posição estável e confiável em relação a um instrumento central para o governo do país, é vantajoso que o Conselho Nacional se pronuncie em tempo útil sobre eventuais conversações com o Governo sobre o Orçamento de Estado, bem como sobre o sentido da votação do partido sobre esta questão.
Por outro lado, a presidente do partido comprometeu-se, na sua intervenção no último Conselho Nacional do PSD realizado em Outubro último, a requerer a convocação da reunião do Conselho Nacional, precisamente para discutir a posição sobre o Orçamento de Estado.
Assim, parece-me prudente e imprescindível a realização de um Conselho Nacional do PSD para definir a posição do partido em relação ao Orçamento de Estado. Por uma questão de bom senso, prudência e porque corresponde ao cumprimento do compromisso assumido pela presidente do PSD.
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