quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Em vez de "República das bananas", passa a ser "Câmara das bananas"

Ontem, aqui, utilizei a expressão "República das bananas". Curiosamente (ou não) o blog de apoio ao partido socialista - SIMPLEX dá uma sugestão: "Câmara das bananas". Eles lá sabem...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

República das bananas

A substituição da bandeira do município pela bandeira a Monarquia na varanda principal dos Paços do Concelho em Lisboa, cerca da meia-noite de hoje, com uma simples escada, é daqueles acontecimentos excêntricos que têm graça, são inofensivos, mas que são pretexto para muitas leituras e algumas reflexões.

O que sucedeu hoje nos Paços do Concelho de Lisboa foi muito mais do que uma brincadeira (de bom gosto). Foi mais um sintoma do (mau) estado a que chegou o país e as suas instituições. Será um sinal de decadência do sistema?

Claro que o presidente da câmara - António Costa, logo veio dizer que instaurou inquérito, que vai apurar responsabilidades, etc, etc. Mas quem devia assumir responsabilidades era ele próprio. Sem dramas, porque não foi nenhum drama. Aliás, uma acção muito mais pacífica que a implantação da república que começou dois anos antes com o assassinato de um Rei...

Parabéns ao 31 da Armada.

Será possível?!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Um tempo para tudo

in "i", 07 de Agosto 2009


Para que tudo fique claro: Há um tempo para cada coisa.

Houve tempo para defender pontos de vista diferentes, para discordar, para afirmar divergências. Para defender determinadas pessoas e contrariar outras.

Nem tudo correu bem.

Agora é tempo de olhar para a frente. De não cometer os erros que se apontam, de não utilizar as práticas que se criticam. Hoje é tempo para deixar as pessoas e pensar nos projectos e nas políticas.

Agora é tempo de nos organizarmos e de nos mobilizarmos para defrontar os nossos adeversários. E esses são aqueles que conduziram o país à situação insustentável em que se encontra.

É tempo de nos unirmos em torno do principal.

Se assim não agirmos ajudamos o nosso adversário.

É isto que sinto. É isto que penso.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

COMUNICADO - Sobre o alegado relato do Conselho Nacional do PSD no Twitter que não corresponde à verdade

Na sequência da publicação hoje, em diversos órgãos de Comunicação Social, de noticias que insinuam que teria utilizado a rede Twitter para relatar o que ia ocorrendo na reunião do Conselho Nacional do PSD, do passado dia 4 de Agosto de 2009, venho esclarecer o seguinte:

Não é verdade que tenha relatado qualquer incidência da reunião a que assisti na minha qualidade de membro do Conselho Nacional, cargo para que fui eleito no último Congresso do PSD.

Durante a referida reunião, limitei-me a fazer considerações, no Twitter, que podiam ter sido feitas, exclusivamente, com base nas notícias que foram sendo publicadas, por diferentes órgãos de comunicação social, durante o dia em que se realizou a referida reunião do Conselho Nacional. Ou seja, comentários relativos a factos, naquele momento, do conhecimento público.

Não houve, nos meus comentários, qualquer relato de factos do que se passou e do que assisti, na reunião do Conselho Nacional, nem qualquer informação que não fosse, já, do conhecimento público.

Se outros optaram por publicar factos e transcrições de intervenções é algo a que sou totalmente alheio e com o qual não posso, nem quero, ser confundido.

Tudo o acima referido pode ser comprovado pela leitura, em http://twitter.com/antonioproa, dos comentários por mim publicados no Twitter durante a reunião do Conselho Nacional do PSD, do passado dia 4 de Agosto de 2009.

Para que não restem quaisquer dúvidas sobre o teor dos meus comentários, em anexo, envio todos esses comentários.


Lisboa, 5 de Agosto de 2009


António Prôa
(Conselheiro Nacional do PSD)

Sobre os alegados relatos do Conselho Nacional do PSD no twitter

Considerando que as notícias que me acusam de relatar a reunião do Conselho Nacional do PSD não correspondem à verdade, nada como disponibilizar todos os comentários que fiz no Twitter para comprovar a falsidade de tais notícias:


ética, rigor, verdade, competência, reconhecimento na sociedade. foram critérios nas listas do PSD? from dabr

os pontos das linhas programáticas apresentados por MFL em que se distinquem do que o PS defende? from dabr

Morais Sarmento: sem ambição e sem sonho não se vencem desafios from dabr

entre excluídos e "auto-excluidos", mais dois nomes significativos que ficam de fora: Morais Sarmento e Alexandre Relvas from dabr

haverá saneamentos políticos no PSD? from dabr

@AscensoSimoes Por aqui não há armas brancas. mas é significativo q as listas do PSD provoquem mais curiosidade q as do PS from dabr in reply to AscensoSimoes

haverá "perigosos esquerdistas" no PSD? from dabr

se fosse aplicável aos deputados o limite de 3 mandatos imposto aos autarcas, quantos nomes propostos pelo PSD ficariam de fora? from dabr

@agrandealface a tal guerra civil no PSD terá uma medida: o resultado da votação das listas de candidatos a deputados... from dabr in reply to agrandealface

a comunicação social fala em guerra civil no conselho nacional do PSD. quais sao as fontes? sao fiáveis? from dabr

conselho nacional do PSD: Alguém falou em purgas étnicas? from dabr

se passar férias no Algarve for critério para encabeçar lista de deputados, por Faro temos milhões de alternativas... from dabr

Mas temos de convir que há uns mais infelizes que outros...RT @ricardofalmeida: 'nenhum presidente de distrital esta feliz com estas listas' from dabr

Maria José Nogueira Pinto na lista do PSD qd há dois anos apoiou António Costa para Lisboa contra o PSD! Não faz sentido. from dabr

Corre aqui uma discussão sobre o antagonismo entre as bases e os dirigentes. mas o PSD é a sua estrutura. ou se revê nas listas ou então... from dabr

Seria injusto e um péssimo sinal RT @4linhas: Pedro Duarte está fora das Listas do PSD? Não acredito. from dabr

Para quem acusava o PSD de não apresentava programa, aqui está o início RT @ricardofalmeida: Ferreira Leite apresenta linhas gerais do p ... from dabr

Twitter no Conselho Nacional do PSD

Foi dado destaque a um fenómeno que nem constitui novidade: durante uma reunião partidária, são feitos comentários no twitter. Aconteceu hoje no Conselho Nacional do PSD, como no passado sucedeu já com outros partidos.

É interessante reflectir sobre esta prática, a sua compatibilidade com as regras de reserva da vida interna dos partidos, e quais os limites que se devem cumprir.

Mas vale a pena reflectir sobre o interesse que a reunião do PSD suscitou e se esta curiosidade não significa a necessidade de os partidos tornarem mais transparentes as escolhas que fazem para apresentar os candidatos a deputados.

Será que as listas apresentadas seriam as mesmas se houvesse um escrutínio público prévio das mesmas? Deveriam as listas ser sujeitas a um mecanismos de primárias internas? E se as primárias tivessem em conta a vontade dos eleitores?

O actual processo de constituição das listas de deputados favorecem a aproximação aos eleitores ou antes promovem o seu afastamento e a falta de confiança nos partidos?

Parece que há para aí muita gente de unhas afiadas pronta a atirar com uma alegada infracção dos estautos... Pela minha parte fiz questão de cumprir estritamente com o meu dever de reserva no exercício do cargo de Conselheiro Nacional do PSD.

Mas mais, muito mais do que correr a ameaçar com processos por alegadas infracções, seria importante reflectir sobre a utilização das novas ferramentas de comunicação e interacção no política como o twitter e outros meios.

De facto, nada como ser transparente!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

M 80


Peugeot 204, 1965

segunda-feira, 27 de julho de 2009

sábado, 25 de julho de 2009

Sem sentido

Que sentido faz alguém que exerce o poder fazer uma campanha a atacar o seu adversário? Não costuma ser o contrário? Quem está na oposição é que costuma criticar quem detém o poder. Porque será que em Lisboa não se passa assim? Tanto nervosismo...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um grande salto para a Humanidade

20 de Julho de 1969. Foi o início de um novo tempo.

A chegada do Homem à Lua foi o início de uma nova era e de uma nova ordem mundial. Uma batalha decisiva na Guerra Fria em que a União Soviética foi derrotada. Não foi tanto o país mas o regime, a ideologia. Foi uma vitória decisiva para o mundo democrático. Depois foram apenas mais 20 anos para se chegar à queda do muro de Berlim e à queda do comunismo.

Mas a chegada do Homem à Lua foi também o advento da era dos computadores como instrumentos para o desenvolvimento. Nunca como então o Homem se tinha colocado com este grau de dependência "nas mãos" dos computadores que auxiliaram a chegada e o regresso do Homem da Lua.

Mas para que serviu a viagem do Homem à Lua? A aventura espacial tem sido determinante para o progresso da tecnologia que nos auxilia no desenvolvimento, na progressão da medicina que nos aumenta a qualidade e a esperança de vida, no avanço da ciência que aumenta o conhecimento sobre nós próprios.

A chegada do Homem à Lua serviu para demonstrar à Humanidade que pode sempre ir mais além. Serviu para que cada Homem saiba que se pode sempre superar.

The First Moonwalk - Complete and Original Version

Os que não acreditam...

A Man on the Moon


That's one small step for man; one giant leap for mankind

Neil Armstrong





sexta-feira, 17 de julho de 2009

O que querem os Lisboetas?

Não, não me baseio em qualquer estudo de opinião embora conheça vários. Apoio-me apenas no que sinto, no que oiço e no que vejo na cidade de Lisboa.

Lisboa necessita de renovar os seus espaços públicos de os tornar agradáveis, limpos e seguros, de os modernizar, de libertar espaço agora ocupado por automóveis encontrando soluções de estacionamento. A conservação dos espaços públicos deve ser uma responsabilidade partilhada. Lisboa deve promover a apropriação do espaço público pelos lisboetas.

Em Lisboa entram e saem diariamente centenas de milhar de pessoas para estudar ou trabalhar. O congestionamento do trânsito na cidade é factor de perda de qualidade de vida na cidade provocado pelo ruído e pela poluição do ar. A restrição à entrada de automóveis na cidade, a fluidez do tráfego automóvel e a aposta na rede de transportes públicos têm de constituir prioridades.

Lisboa é uma cidade de bairros. Cada bairro deve oferecer condições adequadas para os seus habitantes. Creche, escola, centro de saúde, pequeno comércio, equipamento desportivo e jardim são equipamentos que devem ser garantidos em cada bairro.

Lisboa tem um problema crónico com as pequenas coisas: o buraco na calçada, ou na estrada, o candeeiro fundido ou partido, o canteiro mal tratado, um pequeno espaço abandonado, a papeleira derrubada, o lixo que se acumula, o bebedouro que deita água continuamente. Esses são os grandes problemas para muitos lisboetas porque são aqueles com que se vêem obrigados a conviver diariamente. São os pequenos mas persistentes problemas na manutenção da cidade. Resolver estes pequenos grandes problemas significa resolver muitos problemas dos lisboetas.


texto publicado no jornal Meia Hora